“Interessa-Me Que O Quadro Seja Como Um Emblema Da Mulher”
eu Me tornei bem mais contemplativa. Em minhas imagens, nesta hora eu vejo cores que estão muito presentes nas minhas pinturas. Antes que me interessavam coisas mais gerais, como se meu olho estivesse fora do Universo e observar tudo como que dava o mesmo estar em Nova York ou em Portugal; desta forma procurava qualquer coisa muito internacional. Antes pensava-se pela arte de uma maneira mais geral.
Collía a pá de unir imagens de uma maneira tópica. Eram linguagens mais utilizadas, mais universais. A novidade que eu constato é que muitas das imagens se repetem na mesma caixa. Também parece que teu trabalho está ficando mais transparente. Tudo surge de que imediatamente me interessam bem mais os ícones.
Com muito menos fatos imagino mais no peso destes, penso que a pintura tem três dimensões, e não dois como a tecnologia; me recreio muito na parte artesanal que tem a pintura. Não falo de uma arte artesanal renascentista, falo da pintura artesanal feita com a rapidez com que permite o acrílico.
Mas me interessa muito que a caixa, partindo-se de alguma coisa muito acessível, à apoio de reforçar as imagens, seja como um emblema da mulher, que está na memória, no sonho, no sonho acima de tudo. Você mudou a tua maneira de pintar, o recurso de refletir e traduzir um conceito em seus quadros?
Quando você pesquisa um jeito para retratos, à procura de uma forma de que haja um equilíbrio entre a cota abstrata da obra e o concreto. …